Porque não quero um relacionamento monótono

Está assustador o número de feminicídios, que cresce a cada dia como uma ferida aberta na nossa sociedade.

Eu estava relendo o que escrevi anteriormente e ouvindo o noticiário da TV Globo sobre mais um caso de feminicídio. Por um instante, eu, Bruno, congelei. Congelei ao perceber como a vida parece estar se esvaziando de sentido, como cada ser humano que morre deixa de ser nome, história, sorriso… e passa a ser apenas mais um número frio nas estatísticas.

Enquanto tento encontrar tempo para criar e escrever este relato, saio às pressas de casa para socorrer uma colega que foi vítima do “amor” distorcido dos dias de hoje — esse falso amor que agride, que espanca, que humilha… e que, muitas vezes, mata. Mata quando a mulher finalmente abre os olhos e enxerga quem realmente está ao seu lado.

E dói. Dói porque não é uma notícia distante. Não é um número na tela. É alguém com rosto, com voz, com sonhos interrompidos.

Enquanto refletia sobre tudo isso, lembrei de uma frase que ouvi quando fui me declarar para uma menina de quem eu gostava:
“Não vou namorar com você, porque não quero um relacionamento monótono.”





Mais tarde, quando finalmente tive uma oportunidade de relacionamento, fui acusado de ser intenso demais. Intenso demais para amar, para sentir, para me entregar.

Mas este texto não é sobre meus relacionamentos. Eu não sou santo, nem vítima. Não escrevo para me absolver de nada. Escrevo porque o que me inquieta é outra coisa.

Enquanto muitas mulheres sofrem e morrem, as cadeias estão cheias de homens que, ainda assim, recebem visitas fiéis. Mulheres que enfrentam filas, humilhações, revistas invasivas, ficam nuas para poder entrar e ver seus companheiros. E eu me pergunto: onde foi que nos perdemos? Em que momento confundimos amor com posse, intensidade com violência, cuidado com controle?

Que fique claro: feminicídio nunca é culpa da mulher. Nunca foi, nunca será. Isso sequer passou pela minha cabeça. O que me atravessa é o questionamento profundo sobre onde foram parar nossos valores, nossa empatia, nossa humanidade.

Há cerca de três anos, criei uma vaquinha. Recebi uma doação generosa de cinco reais. Cinco reais que, para muitos, pode parecer pouco. Mas eu entendi. Vivemos em um país em crise. E, ainda assim, alguém se importou.

Talvez seja isso que ainda nos salve: o gesto pequeno, a consciência despertando, a coragem de falar, de não se calar.

Porque cada vida importa. Cada mulher importa. E enquanto transformarmos pessoas em estatísticas, continuaremos perdendo não apenas vidas — mas também a nossa própria humanidade.

Enquanto eu tento encontrar forças e tempo para escrever sobre feminicídio… enquanto meu coração aperta ao ver que estamos permitindo que nossas mulheres morram por nada… eu também faço algo que pode parecer pequeno — mas que, para mim, carrega urgência e esperança.

Eu divulgo, sim, um material.
Um eBook.

Mas não é “apenas” um eBook.

São 50 orientações. 50 alertas. 50 atos de consciência e proteção. 50 possibilidades reais de uma mulher se salvar antes que seja tarde demais.

Escrever sobre feminicídio dói.
Divulgar um material que pode ajudar a evitar mais uma morte… é um grito.

Porque a verdade é que não podemos continuar assistindo aos noticiários, como os da TV Globo, e sentir aquele nó na garganta — e depois seguir a vida como se nada estivesse acontecendo.

Não é normal.
Não pode ser normal.

E eu não serei hipócrita.

Eu gostaria, sim, que pelo menos 50 mil mulheres adquirissem esse eBook, que hoje está no valor de R$ 49,90. Gostaria de mudar de vida. Gostaria de viver com mais dignidade. Gostaria de colher os frutos do meu trabalho.

A plataforma, como a Hotmart, fica com uma parte significativa do valor. Eu recebo apenas uma porcentagem.

Mas sabe o que me dá paz?

Eu li cada página antes de divulgar.
Eu senti cada orientação.
Eu sei que o conteúdo vale cada centavo.

Não é sobre explorar a dor.
É sobre transformar dor em direção.
É sobre transformar medo em estratégia.
É sobre transformar silêncio em reação.

Se uma única mulher identificar um sinal de perigo antes da agressão…
Se uma única mulher encontrar coragem para sair antes do primeiro tapa…
Se uma única mulher sobreviver…

Já valeu.

Mas eu sonho maior.
Eu sonho com milhares despertando.
Milhares se fortalecendo.
Milhares rompendo ciclos.

Porque nenhuma mulher nasceu para ser estatística.
Nenhuma mulher nasceu para ser manchete.
Nenhuma mulher nasceu para morrer tentando amar.

Se você sente que precisa se fortalecer…
Se você conhece alguém que vive um relacionamento confuso, sufocante, agressivo…
Se você quer ferramentas reais para enxergar antes que seja tarde…

Talvez esse não seja apenas um eBook.

Talvez seja um ponto de virada.

E, no meio de tanta escuridão, às vezes tudo o que precisamos é de uma luz acesa na hora certa.

Sei lá…
Se, estou sendo infantil.
Se estou sendo mal interpretado.
Se criar uma vaquinha, se divulgar um ebook no qual eu verdadeiramente acredito — e que pode salvar vidas — me transforma em apenas mais um no meio dessa multidão superficial, vazia de valores, carente de humanidade.

Eu não sei.

O que eu sei é que dói viver em uma sociedade que, em meio a tantas coisas fúteis, está matando por nada.
Matando por ciúme.
Por ego.
Por controle.
Por orgulho ferido.

E eu me recuso a me calar.

Eu sei do homem que sou.
E, principalmente, do homem que sou para uma mulher — dentro e fora das quatro paredes — independente da minha condição física. Meu valor não está no meu corpo. Está no meu caráter. Está na forma como escolho amar. Está na forma como escolho proteger, e não ferir.

Quando você adquire esse eBook, pode pensar que está salvando a própria vida.





Ou a vida de alguém que você ama.

Pode pensar também que está apoiando uma pessoa com deficiência — no caso, eu — a ter melhores condições de vida, mais dignidade, mais independência.

E tudo isso é verdade.

Mas é maior que isso.

Porque, ao comprar, você não está apenas adquirindo um conteúdo.
Você está fortalecendo uma causa.
Está dizendo que vidas importam.
Está ajudando uma voz a não ser silenciada.

E, se não puder comprar, compartilhe este texto nos seus grupos.
Espalhe.
Fale.
Não deixe que o assunto morra.

Talvez você pense que está salvando alguém.
Talvez esteja mesmo.

E, enquanto isso, estará também ajudando alguém que decidiu transformar dor em propósito — a continuar lutando, escrevendo, acreditando.

Porque eu ainda acredito.
Mesmo quando tudo parece perdido.



Ebook: www.blindaravida.online

Vakinha: www.vakinha.com.br/5569538

Pix: brugrato87@gmail.com


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