Porque não quero um relacionamento monótono
Está assustador o número de feminicídios , que cresce a cada dia como uma ferida aberta na nossa sociedade. Eu estava relendo o que escrevi anteriormente e ouvindo o noticiário da TV Globo sobre mais um caso de feminicídio. Por um instante, eu, Bruno, congelei. Congelei ao perceber como a vida parece estar se esvaziando de sentido, como cada ser humano que morre deixa de ser nome, história, sorriso… e passa a ser apenas mais um número frio nas estatísticas. Enquanto tento encontrar tempo para criar e escrever este relato, saio às pressas de casa para socorrer uma colega que foi vítima do “amor” distorcido dos dias de hoje — esse falso amor que agride, que espanca, que humilha… e que, muitas vezes, mata. Mata quando a mulher finalmente abre os olhos e enxerga quem realmente está ao seu lado. E dói. Dói porque não é uma notícia distante. Não é um número na tela. É alguém com rosto, com voz, com sonhos interrompidos. Enquanto refletia sobre tudo isso, lembrei de uma frase que ouvi quando...